TC austríaco<br>invalida presidenciais
O Tribunal Constitucional da Áustria anulou, dia 1, o resultado da segunda volta das eleições presidenciais de 22 de Maio, ordenando a repetição do sufrágio.
A suprema jurisdição do país deu assim razão a um recurso do partido de extrema-direita FPO, cujo candidato foi derrotado pelo ecologista Alexander Van der Bellen, por apenas cerca de 30 mil votos.
O FPO alegou irregularidades na contagem dos votos, criando a ideia de ter sido vítima de uma chapelada nas eleições.
No entanto, após terem ouvido mais de 60 testemunhas em duas semanas, os magistrados não encontraram provas de qualquer fraude ou manipulação dos resultados, mas apenas um conjunto de irregularidades na contagem dos votos por correspondência, como a abertura dos envelopes antes da hora marcada, a contagem sem a presença do presidente da mesa ou ainda a assinatura de actas não revistas.
Vários membros de mesas de voto declararam que tais procedimentos vêm de trás e devem-se à pressão para acelerar o apuramento dos resultados, o que provocou a estupefacção do tribunal.
O presidente da alta instância, Gerhart Holzinger, declarou que «o regulamento eleitoral deve ser respeitado estritamente e à letra», considerando que a anulação da eleição visa «reforçar a confiança no nosso Estado de direito e na nossa democracia».